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sábado, 27 de setembro de 2014

Felizes para sempre...






Quando decidimos casar e ter filhos, não necessariamente nesta ordem, imaginamos como será bom ficar ao lado da pessoa que amamos e juntos criar nossos filhos. Felizes para sempre....

Os bem casados (não falo do doce) te dizem que será difícil, mas que com força você consegue. Os solteiros falam que você vai sofrer e desejam sorte para seu futuro de amargura, frustração e traição. As solteiras choram de emoção e ficam se perguntando quando será a vez delas encontrarem seu lindo e tão sonhado príncipe encantado. 

Antes do casamento pensamos que será difícil, tem o lance do dinheiro... "Será que vamos passar fome? Não, não vamos passar fome e se passarmos, um pouco de economia resolve tudo. Não vou deixar minha individualidade de lado, me cuidarei e esforçarei para continuar gostosa e sorridente, para que a relação seja linda e maravilhosa, afinal encontrei o príncipe encantado e vamos dividir as responsabilidades. Vai dar tudo certo!" 

O tempo passa e descobrimos que casamento e filhos são coisas boas, mas não forma como sonhamos. Vamos entender que o ‘difícil’ dos bem casados, tinha muito pouco a ver com dinheiro e mais com o definir limites de tempo e espaço para você, marido e filhos. Por exemplo, o seu filho precisa almoçar agora, já o marido acha que pode ser depois e você tem certeza que deveria ter sido uma meia hora atrás. Coisas bobas como essa e outras não tão bobas causam um stress e brigas mais bobas ainda. (Bobas, bobas, bobas...)

Então aprendemos quando devemos ceder e quando nos impor. Se soubermos encarar o casamento como ele realmente é aprenderemos coisas muito importantes para sua vida, independente se dure ou não para sempre (isso é outra questão). O casamento é um nível hard das nossas vidas, onde devemos nos controlar, respeitar os limites do outro, termos paciência para ensinar e aprender, sem surtarmos e esquecermos que existe amor no meio dessa porra toda.

Não aprendemos essas lições quando estamos sozinhos, pois nessa hora só existem nossos próprios interesses. Estar solteiro (leia-se sem filhos também) com certeza é o melhor momento para fazer tudo o que quiser, sem medo de sociedade e sem o bicho do “Será?”. Porém o que torna a vida interessante e gostosa é que de tempos em tempos podemos mudar de fase, 

Imagina vivermos eternamente no "Felizes para Sempre", sem poder mudar de fase? 

Argh! Muito sem graça. Prefiro as mudanças deliciosas e desafiadoras. 

Beijos, até a próxima! 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Aborto de emoções


Vejo muitas pessoas expressando sua opinião sobre o aborto, no meu círculo de amizades online o número de pessoas a favor é maior que no círculo pessoal. Opinião é igual anus, cada um tem um de cor, tamanho e dilatação diferentes. Sendo assim, vai aí a exposição (do meu) da  minha opinião. 

Pare em frente ao espelho e observe sua imagem, quanta coisa você já viveu, quantas emoções, aventuras, felicidades e infelicidades. Lembre-se de seus amigos e colegas, dos mais presentes aos ausentes. Mesmo que você ache que sua vida é uma merda, em algum momento dela você já se emocionou de uma forma ou de outra. Seja através de um filme, série ou livro e nesse momento você se sentiu vivo, seu olho brilhou e sua alma pulsou. Para tudo isso acontecer foi necessário a existência de outras pessoas e principalmente a sua existência, os quais em determinado momento poderiam simplesmente não existir.

Vamos pegar um exemplo estúpido e fútil. Sabe aquele último livro que você leu e achou fodástico (ai meu deus! ). Então, houve um momento que a pessoa que escreveu aquele livro era apenas uma página no livro de ciências. 

Sabe lá (Deus, a tá Deus não existe), em que consequências isso foi acontecer, mas aconteceu e a partir daí muitas variáveis surgiram. Aquele embrião poderia ter recebido maior amor e carinho do mundo e se tornado um grande escritor(a), ou ter passados pelos momentos mais difíceis e se tornado com muita força de vontade um grande escritor(a).  O qual levaria a milhões de pessoas a emoção através de uma historia real ou fictícia, permitiria terem um momento de diversão e muitas vezes conseguiria inspirá-las tanto que poderia até salvar vidas. Mas esse grande escritor poderia simplesmente não existir assim como um monte pessoas as quais você ama ou não, poderiam simplesmente não existir. 

Quando se decide ter um filho ('mas não foi planejado', não importa você sempre tem a escolha de parir, adotar ou abortar) assume-se a responsabilidade de criar alguém para sociedade, uma pessoa de bem com carácter, amor, bom senso e que fará muita diferença no mundo. Porém, existe um determinado momento que essa pessoa assume as rédeas de sua vida, portanto os pais são responsáveis apenas pela iniciação da pessoa na sociedade e não por sua vida inteira. 

Impedir que uma vida venha ao mundo ou não ajudá-la a se inserir nele, na minha opinião é uma forma egoísta de impedir milhares de possibilidades, emoções e situações. Em algum momento, alguém dedicou tempo, amor e carinho o que permitiu que você pudesse passar por essa experiência que se chama vida, sendo assim nada mais justo do que você dar essa oportunidade a outra pessoa. 

No início parece uma missão impossível, depois cada minuto se torna mais prazeroso e no final a sensação de superação de ter feito a diferença para alguém é tão gratificante e inexplicável que você só saberá quando passar por isso.  Se decidir abortar terá realmente abortado incontáveis emoções.