quarta-feira, 5 de março de 2014

Aborto de emoções


Vejo muitas pessoas expressando sua opinião sobre o aborto, no meu círculo de amizades online o número de pessoas a favor é maior que no círculo pessoal. Opinião é igual anus, cada um tem um de cor, tamanho e dilatação diferentes. Sendo assim, vai aí a exposição (do meu) da  minha opinião. 

Pare em frente ao espelho e observe sua imagem, quanta coisa você já viveu, quantas emoções, aventuras, felicidades e infelicidades. Lembre-se de seus amigos e colegas, dos mais presentes aos ausentes. Mesmo que você ache que sua vida é uma merda, em algum momento dela você já se emocionou de uma forma ou de outra. Seja através de um filme, série ou livro e nesse momento você se sentiu vivo, seu olho brilhou e sua alma pulsou. Para tudo isso acontecer foi necessário a existência de outras pessoas e principalmente a sua existência, os quais em determinado momento poderiam simplesmente não existir.

Vamos pegar um exemplo estúpido e fútil. Sabe aquele último livro que você leu e achou fodástico (ai meu deus! ). Então, houve um momento que a pessoa que escreveu aquele livro era apenas uma página no livro de ciências. 

Sabe lá (Deus, a tá Deus não existe), em que consequências isso foi acontecer, mas aconteceu e a partir daí muitas variáveis surgiram. Aquele embrião poderia ter recebido maior amor e carinho do mundo e se tornado um grande escritor(a), ou ter passados pelos momentos mais difíceis e se tornado com muita força de vontade um grande escritor(a).  O qual levaria a milhões de pessoas a emoção através de uma historia real ou fictícia, permitiria terem um momento de diversão e muitas vezes conseguiria inspirá-las tanto que poderia até salvar vidas. Mas esse grande escritor poderia simplesmente não existir assim como um monte pessoas as quais você ama ou não, poderiam simplesmente não existir. 

Quando se decide ter um filho ('mas não foi planejado', não importa você sempre tem a escolha de parir, adotar ou abortar) assume-se a responsabilidade de criar alguém para sociedade, uma pessoa de bem com carácter, amor, bom senso e que fará muita diferença no mundo. Porém, existe um determinado momento que essa pessoa assume as rédeas de sua vida, portanto os pais são responsáveis apenas pela iniciação da pessoa na sociedade e não por sua vida inteira. 

Impedir que uma vida venha ao mundo ou não ajudá-la a se inserir nele, na minha opinião é uma forma egoísta de impedir milhares de possibilidades, emoções e situações. Em algum momento, alguém dedicou tempo, amor e carinho o que permitiu que você pudesse passar por essa experiência que se chama vida, sendo assim nada mais justo do que você dar essa oportunidade a outra pessoa. 

No início parece uma missão impossível, depois cada minuto se torna mais prazeroso e no final a sensação de superação de ter feito a diferença para alguém é tão gratificante e inexplicável que você só saberá quando passar por isso.  Se decidir abortar terá realmente abortado incontáveis emoções.  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os Presentes e a Saudade

Estranho como são os caminhos, mais estranho ainda como os caminhos de outras pessoas cruzam o seu caminho e depois seguem. Sou daquelas pessoas que fingem serem fortes, mas que no fundo não passam de manteiga derretida. Daquelas que adoram mudanças e se esforçam para mudar o mundo, mas quando a transformação chega não sabem se ficam felizes pelo que conseguiram ou se choram pelo o que ficou para trás. 

Tantas pessoas conheci que realmente fizeram diferença na minha vida e hoje não estão por perto. Amigos de colégio, amigos de trabalho, amores, amigos das internets, amigos de faculdade, amigos de festas, mais amores e mais amigos...

Saudade é um negócio estranho e toda vez que alguma forte mudança se aproxima eu sinto muita saudade. E mais estranho ainda é que todos esses momentos de que sinto saudade, foram momentos de mudanças e naquele momento estava com saudade de um momento anterior. E a bizarrice maior é ver as fotos, relembrar dos fatos e perceber como aquele momento foi foda e eu não conseguia perceber sua fodacidade

Quer saber! A saudade não é algo tão horrível e o presente não é atoa que tem esse nome. 

Presente. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Não tão... Tarantino






Escreta Tate, foi o que uma voz bem fina falou ao meu ouvido... "Tateee escreeeva Tate!" Parecia música aos meus ouvidos. Mas, como escrever se as vezes não tenho tempo nem de pensar sobre certas coisas, se meu tempo é tão louco que esqueci até do aniversário da minha mãe e lembrei dias depois (isso rende um post). 

Sempre que sentava para escrever, o cansaço era tanto que perdia a vontade. Tentava lembrar de fatos emocionantes dos últimos tempos e única coisa que me vinha a cabeça eram fraldas e mamadeiras. Além do que escrever leva tempo, layout do blog leva tempo e TUDO leva. Tempo. 

Eis que acordo um belo dia e a voz me disse: "Não se preocupe... com o tempo. Não se preocupe... com a relevância... Escreva Tate!

E por que não? Simplesmente escrever sobre coisas simples! A vida nem sempre é tão Tarantino,  as vezes é um pouco Woody Allen e na maioria das vezes não passa de uma sem vergonha novela das sete, malhação, carrossel... Ok! Chega de exemplos, senti náuseas. 

Mas a vida é isso, sempre igual, as mesmas coisas acontecem com a maioria. Todo mundo nasce, desenvolve e morre. O que muda são os detalhes e principalmente a forma como os descrevemos. Para um ameaça, para outro oportunidade. O problema pode se tornar uma solução e o simples se transformar em algo incrivelmente belo. 

No meu caso o problema se tornou a solução. Não tenho tempo para escrever o tempo todo, mas sempre que tiver 'um tempo' posso escrever. Não preciso de pontualidade, não preciso de um conteúdo fodástico, preciso apenas dos meus belos e simples detalhes.