sábado, 27 de setembro de 2014

Que belezura!

Houve um tempo que eu era uma ogra: roupa preta, zero maquiagem, zero acessórios e zero salto. Convenhamos que tudo em excesso mata, até água mata (já dizia minha avó) e conforme a vida foi ensinando descobri que o extremismo das coisas não é legal e conheci o equilíbrio. Desde então descobri que ficar bonita não me tornava burra e que meu nível de inteligência não era proporcional ao fato de andar parecendo o cão chupando manga, com isso aos poucos descobri o prazer de me sentir bela.

E de amazona do apocalipse passei a revendedora de cosméticos (palmas, palmas) isso aconteceu logo após a maternidade, quando meu ciclo de amizades com mulheres aumentou consideravelmente. Nessa época descobri como é gostoso vender beleza. A cliente vira sua amiga, compra rindo e recebe o produto feliz da vida. Confesso que quando os produtos das meninas chegavam eu ficava namorando como se fossem meus, mas logo desapegava e entregava aquele tiquinho de alegria. Convenhamos que é muito gostoso comprar algo que vai te deixar mais gostosa. 

Como mudei de cidade e não conheço uma alma viva no meu novo lar, deixei de lado os produtos de beleza e mais um monte de coisas. Recentemente estava lembrando como aquilo me divertia, como era legal sair e conversar, mesmo que por pouco tempo, fazia diferença na minha vida e no meu humor. Coincidentemente me deparei com uma reportagem: “O mercado da beleza não conhece crise no Brasil e cresce a média de 2 dígitos por ano.” Óbvio, não precisa ser nenhum pós-doutorado em economia para perceber isso, mas tive um click! 

Sempre ouço que para ser bem sucedido (o que não quer dizer ficar rico) você precisa fazer primeiramente algo que goste e se aquilo que você gosta está em um momento favorável, com certeza o objetivo será alcançado.

Quem sabe um dia me aventuro em algum empreendimento do mundo da beleza? 

Beijos, até a próxima! 



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Achou tudo isso uma merda? Pode xingar aqui.